AnimaWings suspende frota de Airbus A220 após problemas técnicos e busca reestruturação financeira em Bucareste.
A companhia aérea romena AnimaWings protocolou um pedido de insolvência no Tribunal de Bucareste em 30 de setembro. A decisão ocorreu após a empresa retirar de operação toda a sua frota de seis jatos Airbus A220-300, mantendo apenas dois aviões A320 ativos.
A gestão da empresa justificou a medida drástica devido a problemas técnicos recorrentes nos jatos, além do aumento dos custos operacionais e de um ambiente econômico desfavorável. O processo judicial permitirá que a companhia continue operando parcialmente enquanto reestrutura suas obrigações financeiras.
Mesmo com a crise e o avanço das dívidas fiscais, a diretoria negou que o motivo da retirada tenha sido o atraso em pagamentos de leasing, conforme informação divulgada por Airway.
Crise na frota de Airbus A220
A desmobilização dos jatos não aconteceu de forma simultânea, pois algumas aeronaves como a YR-GUN pararam de voar após um voo interrompido para Nice em 20 de setembro. Outras unidades continuaram em rotas comerciais até o final do mês, a exemplo da YR-FUN em Timișoara.
Horas após o pedido de insolvência em Bucareste, duas aeronaves recém-entregues, identificadas pelas matrículas YR-BUN e YR-RUN, decolaram rumo a Toulouse, na França. Os jatos foram fabricados e entregues recentemente, evidenciando o impacto repentino da crise na empresa romena.
Impacto operacional e rival da Embraer
O modelo Airbus A220-300, considerado um importante concorrente global do jato brasileiro fabricado pela Embraer, vinha sendo central para a malha da AnimaWings. Os aviões realizavam em média cerca de 5,7 voos diários antes de serem retirados de serviço pelas autoridades da empresa.
Com a paralisação dos seis aparelhos equipados com motores Pratt & Whitney, a companhia reduziu sua operação drástica para apenas dois Airbus A320. Passageiros foram alertados sobre cancelamentos de voos, reacomodações e opções de reembolso direto.
Problemas financeiros e pressões de mercado
A pressão econômica sobre a AnimaWings aumentou consideravelmente nos meses anteriores ao pedido judicial na Romênia. Dados locais indicam que as obrigações fiscais em atraso saltaram para cerca de 11,5 milhões de lei até o final do mês de junho.
O setor de aviação comercial tem enfrentado desafios semelhantes com o mesmo modelo de aeronave em outras regiões do mundo. Empresas como a airBaltic e a airAsia também registraram complicações financeiras e operacionais ligadas ao uso de jatos A220.
Perguntas Frequentes
Por que a AnimaWings entrou em insolvência?
A companhia aérea romena entrou com pedido de insolvência no Tribunal de Bucareste devido a problemas técnicos recorrentes em sua frota e ao aumento de custos operacionais.
O que aconteceu com os aviões Airbus A220 da empresa?
Os seis jatos A220-300 foram retirados de operação pela AnimaWings, sendo que duas das aeronaves mais novas foram enviadas para Toulouse, na França.
Quais aeronaves continuaram voando na AnimaWings?
Após a paralisação dos jatos concorrentes da Embraer, a companhia manteve apenas dois Airbus A320 ativos para tentar cumprir parte da malha aérea.
A crise foi causada por problemas nos motores ou leasing?
A AnimaWings negou falta de pagamento de leasing e atribuiu a paralisação a dificuldades técnicas gerais, sem culpar publicamente os motores Pratt & Whitney.

